terça-feira, 23 de março de 2010

Tchau Clara, tchau desenhos e tchau infância


Quando eu era pequena, vivia com o meu caderno de desenhos debaixo do braço e meu lápis entrelaçado entre os dedos. Corria para o fundo do quintal e sentava no meio das flores e desenhava: rosas, tulipas, lírios, hemerocales, gira-sol, orquídeas e etc... E ali passava o dia. Eu acordara de manha e ia para a escola, ansiosa para que a aula acabace logo e eu fosse para o canteiro de flores. E corria para meu canteiro. Quando chegava, de uma em uma flor, as dava bom dia. E comecei a lhes dar nomes. Minha favorita era uma flor chamada Clara, ele dançava. Sentava ao seu lado e conversávamos. Eu a adorava, pois era a flor que eu falava e ele me respondia. Em meu caderno tinha mais de 50 desenhos de Clara. Eu a desenhava cada dia de uma cor. Pois ela não tinha cor definida. Era branca. Suas pétalas eram leves, delicadas e balançava com qualquer ventinho que a tocava. Até que veio um temporal. Que a machucou muito. Então fui no quintal e comprei um caderno branca e a guardei lá, junto com seus desenhos e meu sonhos infantis. E assim terminou uma velha fase em minha vida. Eu cresci.

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